O cruzamento usa 7 estações: as 4 da EPAGRI/CIRAM com registro longo, Cetre (centro), Santo Antônio de Lisboa e Carijós (norte) e Lagoa do Peri (sul), mais 3 estações automáticas do CEMADEN (Agronômica, Canasvieiras e Areias Campeche) que aproximam a medição do norte, centro-oeste e sul da ilha. Cada praia passa a usar a estação local mais próxima em vez de uma do outro lado da baía.
Por que só 3 das 6 do CEMADEN? Antes de usar, comparei cada estação automática com a estação oficial vizinha nos dias de chuva forte. Três passaram (leem ~80–90% do volume e concordam na maioria dos dias). Três ficaram de fora: Coqueiros e Rio Vermelholeem menos da metade da chuva e, quando a rede oficial marca chuva forte, elas registram ~2 mm (subleitura crônica); a SC-406 faz o oposto, super-estima (~1,7×). Incluí-las achatava o sinal artificialmente, não por a chuva importar menos, mas por o sensor estar errado.
O ponto técnico: densificar a rede só ajuda com dado validado. Foi medindo a chuva mais perto e melhor que o efeito aparente da cidade encolheu (de ~+5 para ~+2 pontos) e revelou que ele é localizado, não uniforme. Ainda há lacunas: Mole e Joaquina seguem sem estação local de registro longo (usam Cetre, do outro lado da ilha), e a estação AGROMET instalada no Morro da Lagoa em março de 2026 ainda não cobre a janela analisada. Investir em monitoramento, com cobertura e controle de qualidade, é o que transforma “achamos que piora com chuva” em evidência sólida o bastante para orientar fiscalização, alertas e obras.